
Ser Flamengo é isso. É sofrer, acreditar, cair e levantar até o último segundo. É lutar quando o relógio parece inimigo e a perna já não responde, mas o coração insiste em bater mais forte.
Saímos atrás. O jogo se desenhou difícil, pesado, daqueles que testam mais o espírito do que a técnica. Mas Flamengo não se entrega. Flamengo empurra, pressiona, acredita. Fomos buscar o empate e na prorrogação, no limite do fôlego, na base do último gás, da raça que não se explica — apenas se sente.
Foram 120 minutos de entrega total. Camisa suada, alma exposta, olhos atentos ao impossível. Nos pênaltis, infelizmente, não tivemos a mesma regularidade mostrada durante todo o tempo regulamentar. A bola que decide não perdoa. É cruel. É fria. Mas não apaga a grandeza do caminho percorrido.
Orgulho. Essa é a palavra. Orgulho de ser Flamengo. Paramos o Brasil. Fizemos uma nação inteira se mover, torcer, vibrar. Uma multidão a favor, uma minoria contra — como sempre foi, como sempre será. Porque Flamengo incomoda. Flamengo é gigante.
Obrigado, Flamengo, pelas noites de Libertadores que fizeram o país parar e conquistamos a América, somos o único tetra time brasileiro Campeão. Obrigado pelo Campeonato Brasileiro que reafirmou nossa força com nove títulos conquistados. Obrigado por nos ensinar que vencer é importante, mas lutar até o fim é obrigação.
Somos mais que um time.
Somos história.
Somos paixão.
Somos uma nação.
Orgulho eterno de ser Flamengo.
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