
O prefeito interino de Cabedelo, José Pereira (Avante), começou a desenhar os primeiros passos da sua gestão logo após assumir o comando do município nesta quarta-feira (15), em meio a um cenário político delicado provocado pela operação da Polícia Federal (PF) que afastou o prefeito Edvaldo Neto (Avante).
Em suas primeiras declarações, o novo gestor adotou um tom de cautela e indicou que as decisões iniciais serão voltadas à organização administrativa da Prefeitura. Ao detalhar a primeira medida concreta da gestão, Pereira afirmou: “O primeiro ato é nomear o secretário da administração, Germano Santana, que é um jovem, com experiência administrativa, advogado, professor efetivo do município, que fique bem claro isso, estamos valorizando os professores. E dar continuidade à posse de acordo com o que vier pela frente. Eu vou me sentar lá e vou ver como é que está e, daí, começar os meus trabalhos”, destacou.
O prefeito interino também ressaltou que pretende agir com prudência antes de anunciar mudanças mais amplas, destacando que fará um diagnóstico da situação administrativa. “Todas as ações, elas serão em prol do cabedelense. E elas vão acontecer de acordo com o andar da carruagem, como dizem. Quando eu me sentar, que ver, sentir como é que está e por onde nós vamos andar, aí que eu vou anunciar as medidas”, ressaltou.
Questionado sobre o cenário de investigação envolvendo suposta atuação de organização criminosa na estrutura municipal, Pereira evitou antecipar posicionamentos e reforçou o compromisso com o cumprimento das decisões judiciais. “Decisões judiciais se cumprem, não se discutem. Então eu vou analisar e vai acontecer o que vier, as determinações da justiça, porque o caso está na justiça”, pontuou.
Sobre a situação de contratos e possíveis vínculos com empresas citadas na investigação, o gestor indicou que qualquer decisão dependerá do que for determinado pelos órgãos competentes, ponderando também o impacto social das medidas. “Não, eu vou seguir o que a justiça determinar. Se ela determinar que fique, dê um prazo, alguma coisa tudo bem. É muito complicado isso aí porque nós vamos ver, são empregos, famílias que necessitam do pão de cada dia. Nós não podemos tirar o pão de cada dia daqueles que têm o seu empreguinho. Mas eu vou obedecer à lei. Sempre fiz isso na minha vida, nada contra a lei. O que for determinado, a justiça determinar, será cumprido”, finalizou.
A posse de José Pereira ocorre em meio às investigações da “Operação Cítrico“, que apura suspeitas de fraudes em contratos públicos, desvio de recursos e possível ligação com organização criminosa. O caso segue sob análise da Justiça, enquanto a gestão municipal passa por um momento de transição e reestruturação administrativa.
Folha Paraibana com informações do Fonte83