
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira a admissibilidade da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A movimentação ganhou força após articulação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que manteve o cronograma mesmo após o governo federal enviar projeto semelhante ao Congresso.
A proposta prevê mudanças na jornada de trabalho e redução gradual da carga semanal, abrindo caminho para um novo modelo nas relações trabalhistas. O relator Paulo Azi (União-BA) já apresentou parecer favorável à constitucionalidade do texto, etapa necessária para o avanço da matéria.
Na semana passada, a votação foi adiada após pedido de vista apresentado por parlamentares da oposição, que solicitaram mais tempo para analisar o relatório. Agora, a expectativa é de forte embate político no colegiado.
Além da PEC do fim da escala 6×1, também está na pauta projeto que fortalece poderes administrativos da Mesa Diretora da Câmara, ampliando influência interna da presidência da Casa.
Hugo Motta afirmou que existe vontade política no Parlamento para discutir o tema e negou qualquer tentativa de travar a proposta. Segundo ele, o debate precisa ocorrer com responsabilidade e ouvindo setores impactados.
Nos bastidores, a pauta é vista como teste de força do comando da Câmara diante do Palácio do Planalto, já que o governo Lula tenta protagonismo ao apresentar projeto paralelo sobre o mesmo assunto.
Se aprovada na CCJ, a PEC seguirá para comissão especial antes de ir ao plenário da Câmara, onde precisará de amplo apoio para continuar tramitando.
Folha Paraibana com informações do Fonte83