
O nascimento de um bezerro com duas cabeças registrado recentemente no Sertão da Paraíba chamou a atenção de moradores e repercutiu nas redes sociais. Para explicar o caso, o médico veterinário Marconi Palmeira Filho, da Empaer Paraíba, comentou ao Patos Online os aspectos técnicos da condição.
Segundo o especialista, a anomalia é conhecida como discefalia, uma má-formação embrionária que ocorre durante o desenvolvimento do feto.
De acordo com Marconi, o problema está relacionado a uma interrupção no processo de separação celular durante a formação de gêmeos univitelinos, fazendo com que as células não se dividam completamente. Como resultado, o animal pode nascer com um único corpo e duas cabeças.
O veterinário explicou que a malformação pode se apresentar de forma completa ou incompleta. Nos casos completos, o animal possui duas cabeças e dois pescoços. Já nos casos incompletos, as alterações podem atingir apenas estruturas craniofaciais, como focinhos, bocas e olhos.
Sobre as chances de sobrevivência, Marconi destacou que tudo depende do comprometimento dos órgãos vitais. Segundo ele, dificuldades respiratórias, problemas de alimentação e limitações motoras estão entre as complicações mais comuns observadas nesses animais.
O especialista ressaltou ainda que a literatura veterinária aponta que, na maioria dos casos, animais com essa condição sobrevivem apenas por algumas horas ou dias após o nascimento. No entanto, existem registros raros de sobrevivência por períodos mais longos, quando recebem acompanhamento e cuidados intensivos.
“São casos extremamente incomuns. A sobrevivência vai depender das estruturas afetadas e da capacidade do animal de realizar funções básicas, como respirar, alimentar-se e locomover-se”, explicou o veterinário.
OUÇA A EXPLICAÇÃO DO MÉDICO VETERINÁRIO MARCONI PALMEIRA FILHO:
O caso despertou curiosidade entre produtores rurais e moradores da região, por se tratar de uma ocorrência considerada rara na medicina veterinária.
Folha Paraibana com informações do Patos Online