
O deputado federal Murilo Galdino (Republicanos-PB) comentou, na noite desta terça-feira (18), a aprovação do chamado PL Antifacção, projeto que endurece o combate às organizações criminosas no Brasil. Em vídeo gravado durante a sessão, por volta das 21h30, o parlamentar paraibano celebrou o resultado da votação, destacou a origem da proposta no governo Lula e elogiou o papel do colega paraibano Hugo Motta (Republicanos) na condução da matéria na Câmara.
Murilo participou da sessão de forma remota, autorizada pelo regimento, e classificou o projeto como “importantíssimo” para o enfrentamento às facções.
“Acabamos de aprovar o projeto antifacção. Um projeto importantíssimo, Hugo, foi mandado pelo presidente Lula. É bom ressaltar que esse projeto é de origem do governo federal, tanto ele como a PEC da Segurança Pública, que vai ser apreciada o mais breve possível”, afirmou.
Elogios a Hugo Motta, Lula e ao relator Derrite
Na fala, Murilo Galdino destacou o trabalho do presidente da Câmara em exercício, Hugo Motta, e do relator da proposta, Guilherme Derrite (PP-SP), atual secretário de Segurança Pública de São Paulo:
“O presidente Hugo Motta está de parabéns. Escolheu o deputado federal Derrite, que é secretário de Segurança na cidade de São Paulo, tem vasta experiência nessa área”, disse.
Ele reconheceu que a indicação de Derrite, ligado ao governador Tarcísio de Freitas, gerou forte polarização política, principalmente com o PT e partidos de esquerda, mas ressaltou que o relator ouviu diversos setores:
“Participei de algumas reuniões, ele escutou todos os setores da Segurança Pública, do governo federal e de outras instituições. O texto aprovado hoje é um texto possível dentro do que acontece na Câmara dos Deputados.”
Murilo também fez questão de parabenizar o presidente Lula por enviar o projeto ao Congresso:
“Parabenizar aqui o presidente Lula, que mandou esse projeto à Câmara Federal, parabenizar o presidente Hugo Motta, parabenizar o deputado e secretário Derrite.”
Endurecimento contra o crime e ampliação de prazos de inquérito
Para o deputado, o texto aprovado melhora o enfrentamento às organizações criminosas e endurece o sistema penal:
“É um texto que melhora o enfrentamento às organizações criminosas, um texto que aumenta as penas. E o aumento de penas não é para deixar os bandidos presos por mais tempo, é para poder impedir que eles cometam crimes.”
Murilo criticou a atual situação em que, segundo ele, criminosos são soltos rapidamente:
“A polícia prende em várias situações e, com poucos dias, com poucas semanas, esse pessoal está nas ruas novamente.”
O deputado também destacou a contribuição pessoal que diz ter dado ao texto final, especialmente na ampliação do prazo de inquérito para as polícias Civil e Federal, evitando o chamado relaxamento de prisão por falta de conclusão do procedimento:
“Tive contribuição em aumentar o tempo do inquérito das polícias civis e da Polícia Federal. Essa ideia surgiu até de uma sugestão do meu sobrinho, delegado da Polícia Civil da Paraíba, Francisco Brasileiro Júnior, que relatava que apenas 10 dias de inquérito, após esse tempo, podia ser relaxada a prisão. Esses prazos foram dilatados, dando mais tempo às polícias para relatar os inquéritos e evitando que as prisões sejam relaxadas tão rápido.”
Segurança pública em duas frentes: punição e inclusão social
Apesar de defender penas mais rígidas, Murilo Galdino pontuou que só endurecer a legislação não basta. Ele disse concordar com o governo e com setores da esquerda sobre a necessidade de investir em políticas sociais:
“Concordo com o presidente Lula e com a esquerda que não temos que investir só em aumento de penas. Temos que investir em educação, em melhoria da qualidade de vida das pessoas que moram nas favelas e comunidades, dando oportunidade para esse pessoal buscar uma vida melhor.”
Para ele, o combate ao crime precisa ser feito em duas frentes:
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Repressão qualificada, com aumento de penas e fortalecimento do enfrentamento às facções, como foi aprovado no PL Antifacção;
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Prevenção social, com oportunidades para jovens das periferias, evitando que sejam cooptados pelo crime organizado.
“Temos que atuar nas duas frentes: aumentar as penas, como foi aprovado hoje, para coibir a entrada imediata no crime, e ao mesmo tempo oferecer opções de vida melhor para os jovens e cidadãos das comunidades.”
Debate, divergência e “texto possível”
Murilo reconheceu a polarização política em torno do tema, mas defendeu o debate e a decisão da maioria no plenário:
“Até quem votou contra contribuiu com esse debate. O que precisamos enfrentar é isso: debater na Câmara dos Deputados, colocar em votação. Mesmo não sendo o projeto ideal, foi o melhor que pôde ser construído na Câmara e tenho certeza de que vai melhorar o combate às organizações criminosas e às facções.”
Ao encerrar a fala, o deputado disse estar confiante de que o projeto representa um avanço na segurança pública e reforçou o compromisso de seguir participando de pautas que, segundo ele, “melhorem a qualidade de vida do povo brasileiro”:
“Vamos para a prática. O que o brasileiro quer é rua mais segura, que enfrentemos essas organizações criminosas e essas facções em todo o território nacional. Fiquem com Deus, um grande abraço. Ainda temos muita coisa boa para votar na Câmara este ano.”
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