
Não dá pra esquecer “Seu” Basto, meu pai, dizendo: “Oh besteira então se caso a Rádio não estiver lá no campo, não haverá jogo?”
Esse bordão era usado, pelo novo e brilhante, Ricardo Suassuna nas tarde de domingo, no Campo do Tabajara, Varjão ou no Ginásio de Esportes Gildásio Batista de Sousa, quando ele dizia: “Independência, sem Independência não há futebol!”
No início foi difícil o trabalho realizado na Rádio Independência, por pessoas da própria cidade como acontece sempre, é natural que “Santo de casa não obra milagres.” Aqui Não seria diferente, já que, passou pelos microfones da pioneira da região 89, o bom narrador esportivo, Arnaldo Lima, natural de Cajazeiras, que íntegra a equipe de esportes da Rádio Alto Piranhas, da terra do Padre Rolim.
Mas, voltando a Rádio Independência, não podemos esquecer o primeiro jogo com a equipe 1120, formada com Ricardo Brilhante, Chico paixão ( esse era pau para toda obra, ou melhor, para toda Rádio) e Paulo Mesquita (o único que continua na Rádio do futebol, “esse bordão foi adaptado por mim”). Não foi fácil. O estreante Ricardo Brilhante, além das dificuldades naturais, teve que enfrentar e suportar chacotas, por parte de torcedores presentes ao Estádio Beneditão (agora é Tabajara!).
O Neto de “Seu” Américo e de Pio não desistiu e aí, mesmo tímido, veio o reconhecimento por parte de alguns, e o descrédito daqueles que não acreditam, ou, têm apenas o prazer de destruir o mundo dos que acreditam no trabalho sério, e o único meio para uma existência, dignificada, pelo próprio esforço.
A direção da Rádio, através do seu comandante Edmilson de Almeida Sobrinho, sempre apoiou a “Prata da Casa”. Aí surgiu o programa “Momento Esportivo” um dos mais ouvidos na nossa região. O Momento Esportivo tinha credibilidade e o reconhecimento do ouvinte 1120. Outros nomes surgiram para a radiofonia Catoleense, através do Momento Esportivo: Pedro Neto (Lé), Humberto Vital, Lenival Andrade (O Bom de Bola) e Noaldo Rocha.
A equipe 1120 participou de muitas competições em nossa região e vários Campeonatos Paraibanos. Ainda tivemos oportunidade de transmitir o Campeonato Brasileiro, Séries B e C, além de amistosos da Seleção Brasileira. A equipe 1120 esteve presente no jogo de aniversário da derrota do Brasil para o Uruguai, placar de 2 X 1, na decisão da Copa do Mundo de 1950, jogo realizado no Estádio do Maracanã. No Amigão (Campina Grande), o placar se repetiu: Brasil 1 X 2 Uruguai. Vários jogadores da decisão de 1950 estiveram presentes ao Estádio Ernani Sátiro, O Amigão, na Rainha da Borborema.
E a equipe 1120 (esse Prefixo será eterno)? Lamentavelmente não existe mais. Ricardo Brilhante continua vibrante! Agora seus bordões ecoam nos microfones das emissoras da cidade Sorriso e na Terra que ensinou a Paraíba a ler. Paulo Mesquita depois de uma temporada no distrito Federal, voltou aos microfones da Pioneira (agora do jornalismo). Humberto Vital atua no jornalismo. Noaldo Rocha está no jornalismo policial, na Rádio Progresso de Sousa. Chico Paixão, agora, é funcionário público estadual. O velho bordão, tantas vezes gritado no microfone verde e amarelo (esse é meu): Independência, sem Independência não há futebol, parou. Parou por quê? (bordão de Ricardo Brilhante) – A cidade verde do sertão Paraibano não tem, pelo menos, nas três emissoras, equipes esportivas. E o futebol, triste, também parou. Como dizia, o hoje veterano Paulo Mesquita: “O que é que se pode fazer?”
*Texto do Professor Pedro Alves Praxedes Neto (Professor Lé)
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