
Um episódio tão inusitado quanto alarmante vem repercutindo nos últimos dias na cidade de Belém, no Agreste paraibano: um casal foi flagrado morando dentro de uma gaveta de um jazigo abandonado no cemitério municipal. A situação, registrada em vídeos que circulam nas redes sociais, chocou moradores e levantou um alerta sobre a vulnerabilidade social enfrentada por muitas pessoas em situação de rua.
Nas imagens compartilhadas, é possível ver roupas estendidas em árvores próximas ao jazigo e, dentro da estrutura funerária, um colchão usado para dormir. Moradores relataram que o casal utilizava o local há cerca de um mês, entrando no cemitério à noite para dormir e saindo durante o dia. “Eles estão morando há mais de um mês nessa gaveta. Pulam o muro do cemitério para dormir no túmulo”, afirmou um dos moradores.
Com a repercussão do caso, a Prefeitura de Belém agiu rapidamente e determinou o fechamento do jazigo para impedir que o local continuasse sendo usado como moradia improvisada. No entanto, não há informações oficiais sobre o destino atual do casal, se permanecem na área do cemitério ou se buscaram outro abrigo.
Em entrevista ao programa Café e Notícias, da Rádio Sofesta FM, a secretária de Desenvolvimento Social do município, Viviane Barbosa, comentou o caso. Segundo ela, o casal já é acompanhado pela equipe do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) e ambos têm histórico de dependência química. A mulher, inclusive, já foi contemplada com um programa habitacional da prefeitura e chegou a participar de tratamento em uma clínica de reabilitação, mas abandonou por vontade própria.
“Eles são usuários de drogas, já foram internados, mas deixaram a clínica por conta própria. Seguimos acompanhando, mas há limites. Nem sempre conseguimos intervir quando há recusa do assistido”, destacou a secretária.
Viviane Barbosa também ressaltou os desafios enfrentados pelas políticas públicas quando se trata de casos de saúde mental, dependência química e falta de moradia. Mesmo com iniciativas de acolhimento e suporte, a adesão dos beneficiários nem sempre é possível, o que compromete os resultados esperados. “Fazemos nosso papel enquanto assistência, mas há decisões que dependem exclusivamente da vontade das pessoas assistidas”, pontuou.
O caso provocou comoção nas redes sociais, onde internautas expressaram indignação e preocupação com a dignidade humana. Muitos cobraram medidas concretas do poder público para evitar que situações semelhantes se repitam. Em nota, a Prefeitura de Belém reiterou que o casal continuará sendo monitorado pela equipe da assistência social e reafirmou seu compromisso com a inclusão e cidadania.
Josenilson Nascimento RotaPB
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