O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a tabela de representatividade dos partidos políticos e federações que servirá de base para a distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão nas Eleições 2026. Os números também serão utilizados como referência para definir quais candidaturas terão direito à participação nos debates promovidos pelas emissoras de rádio e TV.
A distribuição considera a representatividade das legendas na Câmara dos Deputados e inclui apenas os partidos e federações que atingiram a cláusula de desempenho prevista na Emenda Constitucional nº 97/2017.
Federação União Progressista lidera distribuição
Pelos dados divulgados pelo TSE, a Federação União Progressista (União Brasil e PP) terá o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita, reflexo da maior bancada na Câmara dos Deputados.
O cálculo considera 510 deputados federais aptos para a divisão do tempo, sendo 90% distribuídos proporcionalmente ao tamanho das bancadas e os outros 10% divididos igualmente entre os partidos e federações habilitados.
Confira os tempos:
Os números mostram que a diferença entre as maiores bancadas é pequena. A Federação União Progressista terá apenas 6,36 segundos a mais que o PL por bloco de propaganda, enquanto abre vantagem superior a 24 segundos em relação à Federação Brasil da Esperança.
Critério para os debates
Para definir a participação nos debates eleitorais, o TSE adotou um critério diferente. Em vez de considerar apenas os deputados federais, somou deputados e senadores eleitos pelas legendas que superaram a cláusula de desempenho.
Nesse cálculo, foram considerados 591 parlamentares.
A distribuição ficou assim:
- Federação União Progressista: 124 parlamentares;
- PL: 107;
- Federação Brasil da Esperança: 89;
- PSD: 49;
- MDB: 49;
- Republicanos: 44;
- Podemos: 25;
- Federação PSDB/Cidadania: 24;
- Federação PSOL/Rede: 20;
- PDT: 18;
- PSB: 18;
- Federação Renovação Solidária: 17;
- Avante: 7.
Caso seja mantida a composição atualmente articulada em torno da futura candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP), a coligação reuniria:
- Federação União Progressista;
- Federação Brasil da Esperança;
- Republicanos;
- Podemos;
- PDT;
- PSB;
- Federação Renovação Solidária.
Somando o tempo de todas essas legendas, a chapa teria aproximadamente 338,34 segundos, o equivalente a 5 minutos e 38,3 segundos por bloco de propaganda eleitoral.
A ampla vantagem decorre da presença das três maiores forças nacionais em tempo de televisão — União Progressista, Federação Brasil da Esperança e Republicanos — além de outras legendas médias.
Cícero Lucena teria cerca de dois minutos
No cenário atual, a eventual candidatura de Cícero Lucena reuniria:
- MDB;
- PSD;
- Federação PSDB/Cidadania.
A soma resulta em aproximadamente 120,80 segundos, ou 2 minutos e 0,8 segundos.
Embora conte com três partidos de representação significativa, a diferença para a coligação governista seria de cerca de 3 minutos e 37 segundos por bloco.
Efraim Filho dependeria apenas do PL
Mantendo uma candidatura sem coligação, o senador Efraim Filho teria exclusivamente o tempo correspondente ao PL.
Nesse caso, a propaganda seria de 108,38 segundos, equivalente a 1 minuto e 48,4 segundos, o segundo maior tempo entre todos os partidos e federações do país, atrás apenas da Federação União Progressista.
Tempo poderá mudar até as convenções
Os números divulgados pelo TSE representam a participação individual de cada partido ou federação. Na eleição para governador, o tempo definitivo será obtido pela soma das legendas que integrarem oficialmente cada coligação registrada junto à Justiça Eleitoral.
Assim, alterações nas alianças durante o período das convenções partidárias ainda poderão modificar significativamente a distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita e também a composição das candidaturas aptas a participar dos debates nas eleições de 2026.